terça-feira, 15 de setembro de 2009

Olá!

Meu blog não tem sido mto visitado. Não tive mto tempo pra divulgá-lo, então, me sinto meio que falando com as paredes, o que às vezes me desanima em escrever.

Confesso que não estou me comportando como alguém que está de dieta. Não estou comendo horrores, mas não estou fazendo como deve ser.

Mas o assunto hoje é outro: convivência.
Às vezes me sinto tão bicho do mato...
Tem vezes que gostaria de viver só com as minhas gatas, mais ninguém que fosse bípede.
Por mais estranho que possa parecer, a parte mais difícil, pra mim, nessa passagem na terra, é a convivência (se algum headhunter ler isso, já vai me descartar para uma possível oportunidade profissional por achar que não sei trabalhar em equipe).

Costumo receber aqueles .pps lindos, com fundo musical de cachoeira, dizendo que devemos respeitar as diferenças, etc, etc. Isso é tão simples na teoria, mas vejo que na prática ninguém respeita minha maneira de ser.
Pra vc ser aceito como uma pessoa “bacana”, vc tem que ser, em primeiro lugar, idiota. Explico: se vc fala o que pensa sobre algo, e isso não satisfaz a quem te ouve, logo vc é taxada de chata, mal humorada, e por aí vai.
Então, pra ser simpática, a queridinha da turma, vc tem que ser vaquinha de presépio, concordar com tudo, ver tudo de maneira cor de rosa, bem Alice. Não importa se vc vai virar as costas e falar que tudo aquilo é ridículo, que vc discorda de tudo, mas o que importa é que na frente de todos vc incorpora a vaquinha.
Eu sempre me questiono sobre isso, pq parece que não me encaixo nos padrões de socialização (padrões que não existem materialmente falando, mas subliminarmente, são extremamente rígidos).

Sou uma pessoa muito fiel ao que penso. Isso não quer dizer que sou rígida a ponto de não mudar de ideia, de não estar aberta para novos prismas de uma mesma situação. A faculdade, por ex, mexeu mtos com as minhas “certezas”. Entrei cheia de paradigmas, e saí outra, com certeza.
Mas não consigo fazer caras e bocas pra algo que não concordo. Não consigo rir do que não acho graça só pra agradar. Não consigo puxar o saco só pq é conveniente.
Tem umas criaturas que abrem a boca pra dizer cada asneira, que pra não mandar ler um livro, eu prefiro me afastar.
Ah, aliás, isso eu tb li em alguns desses .pps da vida, que dizem que temos que ser seletivos com as nossas amizades, se livrar de pessoas baixo astral, que tem levam pro fundo do poço, e conviver com pessoas animadas, com cabeça boa. Eu concordo e tenho feito isso. Tem certas pessoas que até me simpatizo, mas certos comportamentos me afastam. Então, dessas eu mantenho distância considerável, ficando apenas no social.

Tenho poucos amigos, dá pra contar em uma mão. Mas sei que são amigos pra vida toda. E não é aquela amizade de ficar ligando todo dia, se vendo direto, mas, sei que eles estão lá, e eles tb são assim comigo. Rolam altos papos qud a gente se encontra, e não há melhor programa no mundo pra mim.

Mas, tem aquelas pessoas que falam o que querem, esquecem o filtro do bom senso em casa, e se vc responde a altura (coisa que costumo fazer), sou taxada de estressada.
?
Conveniente, não?
Quer ver mais um exemplo?
O sem noção fala alguma besteira pra vc. Qud ele percebe que vc não gostou, ele diz: “é brincadeira”!
Legal, né? Saída pela tangente!
Esses dias vi no meu trabalho um ser contando uma piada de negro para um amigo (detalhe: que é negro). Existe falta de respeito maior que isso? Já pensou se eu meto o bedelho e falo algo? Vou ouvir: “É brincadeira!”
...
Eu queria passar por cima dessas “coisinhas” sem me afetar. Mas eu consigo?
Nem preciso dizer que hj meu humor está crocodilau. Minha vontade é ficar na minha casa, no meu quarto, sem ouvir vozes, só miados (Freud explica).

Parece que depois de um tempo de conviência diária, certas coisas vão ficando mto pesadas.
Mas como nem sempre podemos nos refugiar no quarto, temos que aguentar.

E claro, sorrindo, com batom e penteadinha.

Afe...

Desculpe o tom nuvem negra desse post. Mas nem sempre tá tudo azul...

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