sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Hoje comecei a tomar o medicamento para dor de cabeça que eu tanto protelei: Venlafaxina. Protelei pq fiquei lendo, e aí já viu, né? Minhocas e mais minhocas!
Ele é um antidepressivo, já que minha dor de cabeça é tensional.
Não pode parar de tomar do nada (como sempre faço). Tem que ir parando gradativamente (foi bom eu ler, o médico não me avisou sobre isso). Mas, de tudo que li, em suma, parece ser bom.
Eu me senti um pouco enjoada, sensação parecida com a dos remédios para emagrecer, mas passou.
Tô normal (normal?)
***
Ontem eu estava conversando com umas amigas no trabalho, e a maioria comentava sobre depressão, que quase todo mundo que elas conhecem tomam remédio, que uma conhecida está com anorexia, etc.
Vi em algum lugar que em 2020 metade da população terá depressão.
Isso é assustador.
Conheço uma pessoa que sempre me fala da sua infância. Ela foi mto pobre, mas mto pobre mesmo. Ela conta alguns episódios, como de qud estudava, ficava de olho quando algum colega jogava o lápis fora. Ela pegava escondido, emendava com bambu, e usava até o finzinho.
Estou comentando isso pq se comparar a vida de ontem com a de hoje, ela está mto melhor. Mas (depressão não é o caso dela, ela é super alto astral) será que TER MAIS basta? Pq antes, quando as pessoas tinham muito menos, nem existia falar em depressão?
Não tô fazendo apologia à voto de pobreza. Quem não gosta do que é bom?!
Mas o que quero dizer é que a gente se mata pra ter coisas que antes eram desnecessárias (como TV a cabo, a bolsa tal, o carro tal, comer no restaurante tal, cortar cabelo com o cara tal, por os filhos na escola tal, usar o tênis tal, etc, etc), e vai perdendo qualidade de vida. Coisas simples, como visitar parentes aos domingos (como eu fazia com meus avós TODO SANTO DOMINGO) não existe mais. Eu nem conheço meus primos de 2º grau!
Estamos sempre numa corrida contra o tempo.
Começo a ter saudade de lembrar do passado: família mais próxima, comida decente na mesa (e nada de congelados e pratos prontos), tempo de fazer bala de côco, queijadinha, canudinho no Natal.
É...
Isso nos custará caro.

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