quinta-feira, 15 de abril de 2010

Tênis Montreal

Fonte: http://www.recordacoes.anjosoft.com.br/index.asp?idblog=144164&Categoria=815

Conforme prometido, vou contar a saga do tênis Montreal.
Bom, pra quem é mais jovem, vou explicar do que se trata.
Na década de 80, existia o programa “Domingo no Parque” com o Silvio Santos. Era voltado basicamente para as crianças, mas até os adultos assistiam pq era mto legalzinho...rs
E ele sorteava várias coisas, como ingressos para o Playcenter e o tênis Montreal, que tinha como slogam “Montreal. Porque você é jovem” (e ainda diziam ser anti-microbiano, afe, que nojo...rs)
Naquela época não existia Nike, Rebook, etc. Eram poucas marcas de tênis, como Rainha, All Star, Conga (afe! Rs). Então, pra mim, Montreal era como se fosse um Nike hj, entendem?
Enchi tanto o saco da minha mãe, mas tanto!
E o esquema de casa era assim: só comprava um novo qud o velho acabasse. Mas tinha que acabar de verdade, ficar em condição de miséria...rs
Até que, qud eu tinha mais ou menos 12 anos, eu ganhei o sonhado tênis Montreal.
Não era igual esse da foto, era branco de couro, mas não achei.
Gentem, eu me sentia o próprio Michael Jordan dentro daquele tênis...rsrs
Só tirava pra dormir (pq minha mãe insistia...)
Eu parei de olhar pra frente, só olhava pra baixo...rsrs
Mas o pior vcs não sabem...
O bicho era bom. Durava.
Durava.
Duraaaaaavaaaaaaaaaa!
Dois anos se passaram e ele estava intacto, e eu não agüentava mais a cara dele. Provavelmente quem convivia comigo tb não agüentava mais me ver naquilo.
Todo santo dia só tinha ele pra por. Verão, inverno. Dia, noite. Escola, passeio.
Ele não rasgava, não cortava, não esfolava, não trincava, nada!
Mas existia aquela frase profética, que eu só poderia ter outro qud esse acabasse, certo?
Comecei a ficar injuriada e passei noites estudando planos macabros contra essa praga de tênis.
O que fiz?
Comecei a enfiar o dedo nas costuras dele. Fazia um esforço sobre-humano pra estourar aquilo na mão (no pé jamais iria estourar, se eu não tivesse feito isso, eu o teria até hj).
Taquei na muro, pisei em cima, enfiei tesoura, estilete (tive que partir pra ignorância). Eu não tinha força suficiente pra acabar com ele na mão.
Acho que ele era feito por presidiários isolados em alguma ilha, onde tinham muita energia acumulada, não é possível!
Abri uma brecha imensa em cima.
Resultado?
Ganhei um All Star! Rs

1 comentários:

Maristela Martins Antunes disse...

ameiiiiii a lembrança. me deu saudade do bamba tb. bjs.