domingo, 9 de janeiro de 2011

Nutricionista

Olá!

E aí, seu ano começou de verdade?
O meu sim e não. Ainda tenho mais uma semana de férias, então ainda estou livre (não consigo sentir falta).
Mas tenho tido muita coisinha pra fazer, resolver, então não estou totalmente a toa.

Em dezembro, antes de viajar, fiz a listinha (aquele que comentei) e dentre algumas metas, uma era ir à nutricionista, uma que sempre quis ir. Ela é nutróloga, faz tratamentos ortomoleculares, é fitoterapeuta, enfim, ela é A nutricionista.
Fui quinta-feira e gostei mto. Fiquei uma hora conversando, conversando...
Ela me deu uma dieta, que não é totalmente radical. Gostei disso, pq se fosse o contrário, eu acabo desistindo.
Devido a alguns problemas de saúde e por meu tipo de sangue, ela pediu pra tentar cortar o leite e derivados (ai meus queijos!!! rs) e a farinha branca.
Meu deu alguns fitoterápicos (pra acalmar, pro fígado, glutamina, etc), receita de mix de sementes (que segundo ela, é o mellhor remédio que existe pra emagrecer) e dicas de cardápios.
Fiz umas comprinhas e começo amanhã. 
Tenho que emagrecer 16 kgs pra ficar dentro da faixa de IMC normal. Estou na "obesidade I".
É como ela disse...não é fácil pq o apelo pela comida está em todo lugar, e é difícil resistir à tanta pressão.
Mas eu não posso mais fazer de conta que não é comigo, cheguei no meu auge.

Qut a atividade física, tb estava na minha listinha me matricular amanhã em uma academia. Mas resolvi seguir o conselho dela (sem eu ter dito nada...). 
Ela disse que como estou me alimentando mal, não estou com reservas de vitaminas no corpo, e sem isso, não há energia, pique pra sair malhando. Meu desânimo é visível.
Que é melhor eu começar a dieta, esperar um pouco o resultado, que segundo ela, é a parte mais difícil, como se fosse a construção de uma casa. No início é a parte mais pesada, que vai mais tempo, dinheiro, e que não aparece. Que é preciso ter paciência e fé.

Ela me deu um texto que gostaria de compartilhar com vcs. Serve MUITO pra mim, e pra todos que estão em processo de mudança, não só em relação ao emagrecimento.

Milho de pipoca

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação pela qual devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
   Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.
   Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E, com isso, a possibilidade da grande transformação.
   Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente do que ela mesma nunca havia sonhado.
   Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria para ninguém.
   Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

                                                                                         (Do livro O amor acende a lua, Rubem Alves)

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